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Uma obra de forte intensidade imagética, centrada nas ambiguidades e contradições do ser humano. Sinopse: Plínio Borges constrói uma história onde diferentes perspetivas se confrontam, revelando os limites das certeza...
Uma obra de forte intensidade imagética, centrada nas ambiguidades e contradições do ser humano.
Sinopse: Plínio Borges constrói uma história onde diferentes perspetivas se confrontam, revelando os limites das certezas absolutas. A obra questiona preconceitos, convenções sociais e formas de ver o mundo a partir da emigração. Convida o leitor a exercitar o pensamento crítico e a reconhecer a complexidade das relações humanas no contexto da emigração.
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Plínio Gomes dos Reis Borges nasceu em Bissau, a 24 de agosto de 1961. Radicado em França desde 1990, construiu uma trajetória marcada pelo diálogo permanente entre a Guiné-Bissau, terra das suas origens, e a Europa, espaço onde consolidou o seu percurso profissional, cultural e literário.
Formado em Administração Postal pela Universidade de Brasília, exerceu funções nos Correios e Telecomunicações da Guiné-Bissau, chegando a assumir responsabilidades na área das Relações Internacionais e da Filatelia. Paralelamente à sua atividade profissional, dedicou-se à escrita e à promoção da cultura, afirmando-se como uma voz singular da literatura guineense contemporânea.
Poeta, romancista, conferencista e ativista cultural, tem desenvolvido uma obra marcada pela observação crítica da sociedade, pela valorização da memória coletiva e pela exploração das complexidades da natureza humana. Nas suas narrativas convivem o real e o simbólico, a esperança e a desilusão, a pertença e o desenraizamento, numa escrita que procura compreender as contradições do indivíduo e do seu tempo.
Autor do ensaio As Chaves do Progresso e dos romances A Mão Direita do Diabo, Anjo do Mal, Os Três Pecados de Gema, Tempos Amargos, Bacalhau com Óleo de Palma, A Presença e Vice Versa, construiu uma obra que ocupa um lugar próprio no panorama literário guineense. Em Vice Versa, por exemplo, regressa a temas recorrentes da sua escrita, como a identidade, a emigração, a política e os desencontros entre sonho e realidade.
Entre a África e a Europa, entre a memória e o futuro, Plínio Gomes dos Reis Borges continua a fazer da literatura um espaço de reflexão, encontro e questionamento, preservando através da palavra as histórias, as inquietações e os imaginários de um povo.